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Alzheimer e Declínio Cognitivo: tratamento inovador tem resultados impressionantes

Um medico americano chamado Dale Bredesen desenvolveu um programa personalizado para o tratamento do Alzheimer, do declínio cognitivo leve e do declínio cognitivo subjetivo. Ele se baseou nas décadas de pesquisa que ele próprio fez sobre o Alzheimer e nos princípios da medicina funcional.

Os resultados têm sido fantásticos: mais de 85% das centenas de pacientes tratados pelo protocolo obtiveram melhora significativa ou reversão do quadro.

Os que não responderam, em geral, foram os que se apresentaram já em fase mais avançada da doença.

Considerando que, até agora, não havia tratamento eficaz para a Doença de Alzheimer em quaisquer estágios, isto é uma verdadeira revolução.

Quando tomei conhecimento deste protocolo, fiquei impressionado.

Por isso, após checar a autenticidade dos dados divulgados por ele, decidi estudar o assunto e começar a oferecer o mesmo protocolo aqui no Brasil.

Mas antes de descrever as principais características do tratamento é necessário entender os dois pilares que fundamentam este método revolucionário de tratamento: a pesquisa aprofundada sobre a fisiopatologia da Doença de Alzheimer e a medicina funcional. Sugiro que comece pelo vídeo a seguir:

A pesquisa do Dr. Bredesen sobre a Doença de Alzheimer

A primeira descoberta dele foi a dos receptores dependentes. Estes receptores são assim chamados pois dependem sempre dos ligantes para não promoverem o processo de morte celular chamado apoptose.

Depois, ele descobriu que as chamadas placas de beta amilóide encontradas em cérebros de pacientes com Alzheimer impedem que estes ligantes se conectem a estes receptores levando a apoptose de células neuronais.

Ele percebeu ainda que há um equilíbrio natural entre fenômenos que levam a degeneração sináptica e a morte celular e fenômenos que acarretam a regeneração sináptica e a preservação das células. Todos estes são importantes e fisiológicos quando ocorrem na medida certa. Na maioria dos casos, a Doença de Alzheimer decorre do aumento exagerado dos fenômenos que levam a degeração neuronal em relação aos que promovem a regeneração dos neurônios.

Este balanço fisiológico ocorre em vários outros sistemas do corpo. Por exemplo, no metabolismo ósseo há os osteoclastos e os osteoblastos. O desequilíbrio entre eles pode causar osteoporose.

Nesse contexto, a pesquisa do Dr. Bredesen e de outros revelou que a proteína precursora de beta amilóide(PPA) é um desses receptores dependentes e que ela pode ser clivada de duas maneiras: em 1 local ou em 3 locais. Se a clivagem acontecer em apenas 1 local, não há produção de beta amilóide. Com isso, a balança pende para a preservação neuronal. Caso ela aconteça em 3 locais, uma das moléculas produzidas será a beta amilóide e a balança irá pender para a degeneração neuronal.

Outro dado muito importante da sua pesquisa foi a descoberta de que há 36 fatores que influenciam significativamente para qual lado esta balança da regeneração/degeneração neuronal irá pender.

Depois de compreender tudo isso ficou claro para ele por que um único remédio não poderia funcionar para o Alzheimer. O medicamento, por melhor que seja, age em apenas uma ou duas dessas 36 variáveis, deixando todas as outras intactas.

Isso explica por que a indústria farmacêutica falhou em encontrar uma droga eficaz para o tratamento do Alzheimer apesar dos bilhões de dólares investidos.

Nesse sentido, ele percebeu que deveria usar um paradigma diferente do convencional se realmente quisesse obter resultados satisfatórios no tratamento do Alzheimer.

Por isso que o Dr. Bredesen decidiu adotar os princípios da medicina funcional para tratar esta doença. Deu certo.

Medicina Funcional

Os princípios desta revolucionária maneira de ver e aplicar a medicina são os seguintes:

  1. Nossa saúde não é predeterminada pelos nossos genes na grande maioria dos casos. Ninguém está destinado a sofrer de infarto, AVC, diabetes ou demência. Claro que há genes que podem predispor a isso, mas o importante é a epigenética. Isto é, quais mensagens estamos mandando para os reguladores da expressão gênica por meio dos nossos hábitos de vida como dieta, exercício, toxinas, radiação, estresse e etc. Somos capazes então de, a partir de nossas escolhas, reduzir a chance de desenvolvermos estas doenças crônicas. Muitas vezes, mudando certos hábitos podemos inclusive reverter estas doenças.

Compare este conceito com o papel estático e determinístico da genética na visão da medicina tradicional.

  1. As doenças crônicas como a demência são causadas por uma desequilíbrio de certa funções fisiológicas. Muitas vezes mais de uma destas funções estão desequilibradas e, frequentemente, de maneira sutil. Por isso, doenças como diabetes e demência parecem não ter cura. Há muitos fatores que as acarretam. Sendo assim, uma pílula mágica é incapaz de resolver o problema. Dessa forma, se quisermos prevenir ou tratar estas doenças, temos que corrigir esses desequilíbrios e ter uma visão sistêmica em oposição a tratar apenas um órgão.

Bem diferente da visão tradicional em que um remédio costuma ser a solução única para uma doença. Este é um legado da teoria do germe e do sucesso dos antibióticos. Este modelo é eficaz para infecções porem não para doenças crônicas como o Alzheimer.

  1. A ausência de uma doença não significa bem estar. Por vezes, a pessoa ainda não tem nenhum problema que seja suficiente para caracterizar um diagnostico. No entanto, os sintomas dela já são sinais do desequilíbrio nas funções fisiológicas.

Confronte isso com a medicina baseada no diagnostico de doenças.

  1. A resposta de cada pessoa aos estímulos que ela envia para os seus genes por meio do seu estilo de vida, dieta e ambiente é particular dada a sua constituição genética única. Logo, as intervenções devem ser personalizadas.

Compare esta visão com a do paradigma atual que é baseado em estatística e médias.

  1. Medicamentos eficazes para o controle de sintomas são úteis principalmente a curto prazo, mas não costumam ser apropriados no longo prazo dados os efeitos adversos, a necessidade de uso continuo e a natureza paliativa do tratamento.

Confronte isso com os tratamentos baseados em prescrições complexas e quase eternas de um ou mais medicamentos para cada doença crônica diagnosticada por cada especialista.

Uma Breve Descrição do Protocolo

Munido do profundo conhecimento sobre a fisiopatologia do Alzheimer e dos princípios desta nova medicina, o Dr. Bredesen desenvolveu o protocolo que denominou de RECODE( “reverse cognitive decline”).

Este protocolo envolve avaliação e intervenção personalizadas.

A anamnese e os exames complementares detalhados indicam quais tratamentos devem ser recomendados.

Mudanças na dieta e no estilo de vida, suplementação alimentar, fitoterápicos, reposição hormonal e detox estão entre os principais métodos de tratamento.

Apesar de estas intervenções não soarem como curas de uma doença tão grave como o Alzheimer, se elas forem aplicadas da maneira correta para aquela determinada pessoa, elas podem sim reverter o processo de degeneração sináptica e, com isso, o quadro clínico de Alzheimer. É exatamente isso que o Dr. Bredesen vem demonstrando com as centenas de pacientes que se beneficiaram do seu protocolo.

Realmente, 1 fitoterápico ou 1 suplemento alimentar isoladamente não são eficazes assim como um fármaco único tampouco é.  

No entanto, pelo fato de atuar em muitos dos 36 fatores que influenciam a balança da degeneração/regeneração sináptica, o conjunto de intervenções personalizadas é capaz de inverter a direção da balança pendendo-a para o lado da regeneração neuronal e da consequente reversão do Alzheimer. 

Tudo é personalizado e compatível com o subtipo de Alzheimer identificado.

Basicamente, há 3 subtipos: o inflamatório, o atrófico e o tóxico.

Para cada um desses subtipos há intervenções específicas que são as mais importantes, mas é claro que uma pessoa pode ter o inflamatório e ter algumas características do atrófico também,por exemplo. Por isso, a personalização sobrepuja esta classificação que serve apenas como uma baliza.

O sucesso do tratamento depende do esforço do paciente, da família e do medico em conjunto. A abordagem baseada na “pílula mágica” que é tão eficaz para o tratamento de infecções bacterianas, não funciona para o Alzheimer e para outras doenças crônicas endêmicas atualmente.

Tudo indica que o caminho para a superação das doenças crônicas em geral é este que foi trilhado pelo Dr. Bredesen: estudar profundamente a fisiopatologia da doença e usar o paradigma da medicina funcional para tratá-la.

Esta é a medicina do século XXI: capaz de curar doenças que pareciam incuráveis para a medicina do século XX.

Assista às entrevistas concedida por mim sobre o assunto:

 

 

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