Rua Teodoro Sampaio 352, conjunto 116 - São Paulo - SP (11) 4063-8334 Webmail Administrar
Clinica OHR Psiquiatria A Clinica 3
Clinica_OHR_Psiquiatria_A_Clinica_3
Clinica_OHR_Psiquiatria_A_Clinica_6
Clinica_OHR_Psiquiatria_A_Clinica_2
Clinica_OHR_Psiquiatria_A_Clinica_5
Clinica_OHR_Psiquiatria_A_Clinica_4

Sobre a Clínica e os Serviços Oferecidos

A Clínica Ohr  Psiquiatria foi concebida com o objetivo de oferecer soluções inovadoras e eficientes aos problemas de saúde mental que geram grande sofrimento a muitas pessoas e famílias.

Felizmente, vivemos numa época em que grandes avanços estão ocorrendo. No entanto, muitas vezes e por motivos diversos, estes avanços não são rapidamente disponibilizados ao público em larga escala.

“Ohr” significa “luz” em hebraico, pois a nossa missão é iluminar os caminhos das pessoas que, muitas vezes, já perderam as esperanças.

Por isso, além de oferecer o melhor do tratamento psiquiátrico convencional para diversos problemas e diagnósticos, possibilitamos o acesso a avanços importantes no campo da psiquiatria por um preço justo tão logo haja evidência científica de eficácia.

Sendo assim, somos pioneiros no uso da cetamina para o tratamento da depressão, na aplicação do Método Sinclair de tratamento e cura do alcoolismo e no uso do protocolo RECODE do Dr. Dale Bredesen para Doença de Alzheimer. Abaixo, você encontrará mais detalhes sobre estes grandes avanços na psiquiatria.

A Consulta e o Diagnóstico

É sempre necessário que o  diagnóstico seja preciso e abrangente para que o tratamento seja bem sucedido, independente do método escolhido. 

Por incrível que pareça muitas pessoas já tropeçam logo neste primeiro passo em direção ao alívio dos sintomas.

Infelizmente, muitas vezes, o diagnóstico está incorreto ou incompleto.

Por exemplo, a depressão unipolar deve ser diferenciada da bipolar e vice versa. Caso isto não seja bem feito, você pode ser prejudicado.

Além disso, é fundamental identificar a presença de traumas que apontem para um transtorno do estresse pós traumático ou que estejam impedindo a sua melhora.

Posteriormente, é necessário verificar a existência de algum outro problema clínico ou psiquiátrico que possa estar sendo um obstáculo para o sucesso do seu tratamento.

Por isso, se você tiver exames recentes não se esqueça de levá-los para a consulta. Exames de sangue, de imagem cerebral e do coração podem ser úteis tanto para o diagnóstico quanto para acelerar o começo do melhor tratamento para você.

Durante a avaliação, eu também irei averiguar cuidadosamente o seu histórico de tratamento, tentando relacionar o uso de determinadas medicações com os seus resultados e efeitos adversos.

Após esta avaliação minuciosa, o melhor tratamento para você ou seu familiar será indicado.

Depressão

A Clínica Ohr Psiquiatria é especializada no alívio do sofrimento psíquico de pessoas que, como você ou seu ente querido, ficaram frustradas com os resultados dos tratamentos para depressão tentados até agora.

Isto é feito unindo o que há de mais avançado no tratamento da depressão com uma avaliação minuciosa do seu diagnóstico

A necessidade de avanços no tratamento da depressão é premente, uma vez que cerca de 60% das pessoas que se tratam com antidepressivos ficam frustradas com os resultados obtidos.

O Tratamento 

Apesar destas limitações, estes remédios podem ser muito úteis para muitas pessoas.

Sendo assim, eles ainda são a primeira opção para casos leves a moderados e para os que estejam buscando tratamento pela primeira vez.

Estes fármacos também podem ser usados por indivíduos que já tenham melhorado no passado com este tipo de tratamento.

Por fim, se a pessoa obteve melhora parcial com o uso destes medicamentos, a prescrição pode ser otimizada de forma a aumentar a sua eficácia.

A  segunda opção de tratamento oferecida na clínica é a psicoterapia que, na maioria das vezes, deve ser complementar ao tratamento com remédios.

Para indicar a psicoterapia eu também uso critérios técnicos, uma vez que há psicoterapias mais eficazes para um determinado objetivo do que para outros.

Por exemplo, a psicoterapia mais eficaz para ajudar a superar traumas psicológicos é bem diferente da melhor para o controle dos sintomas ansiosos.

A terceira opção é o tratamento com infusões de doses baixas de cetamina.

O diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, Thomas Insel, disse o seguinte sobre este tratamento:

“Este é o maior avanço na terapia antidepressiva das últimas décadas”. 

As pesquisas publicadas em revistas internacionais de grande importância no meio científico apontam que cerca de 70% dos pacientes que não melhoram com os antidepressivos convencionais, respondem a este método de tratamento.

Em muitos casos, a pessoa melhora após algumas horas em vez de ter que esperar de duas a oito semanas para obter alívio dos sintomas  como no caso do tratamento convencional. 

Por isso, esta alternativa é indicada quando  é necessário que a pessoa melhore com urgência ou quando a pessoa não responde bem ao tratamento convencional. 

Apesar desta evidencia científica robusta, este tratamento ainda é “off label”, pois esta indicação ainda não consta na bula do medicamento.

Neste link, respondo as perguntas mais frequentes sobre o uso da cetamina no tratamento da depressão.

Caso você tenha se interessado por este tratamento inovador e queira obter mais informações a respeito, recomendo que visite o seguinte website: ketamineadvocacynetwork.org.

Ele foi feito por pacientes que se trataram com a cetamina e tiveram boa resposta. Por isso, acharam importante divulgar.

O site é em inglês, mas você pode traduzi-lo clicando no botão direito do seu mouse.

Muitas clínicas no EUA já estão usando este tratamento com bons resultados. Sugiro  que você visite os websites de algumas delas como este aqui: http://www.princetonketamine.com/

Alcoolismo e Dependência Química: Método Sinclair

O alcoolismo e a dependência química sempre foram vistos pela medicina contemporânea com doenças incuráveis. Isso até bem pouco tempo atrás era uma realidade, levando a destruição de muitas vidas e famílias.

Felizmente, graças a longa pesquisa de um cientista finlandês chamado John David Sinclair, hoje temos a possibilidade de curar cerca de 80% dos casos de alcoolismo, utilizando o método desenvolvido por ele conhecido como Método Sinclair ou de Extinção Farmacológica. Nos casos de outras dependências químicas como a de cocaína, ainda não temos dados estatísticos tão precisos, mas os mesmos princípios podem ser aplicados eficazmente no seu tratamento.

Além de ser capaz de curar o alcoolismo e ser muito promissor para outras dependências químicas, a extinção farmacológica tem outras vantagens em relação aos outros métodos de tratamento: não exige reconhecimento do alcoolismo ou dependência química, internação, desintoxicação ou abstinência. Ademais, é bem simples e barato.

Lamentavelmente, este método ainda é pouco conhecido especialmente no Brasil. Sendo assim, apesar deste avanço científico, ainda há muito sofrimento evitável decorrente desses problemas por conta da falta de divulgação. Espero poder contribuir com a difusão do método em nosso país.

Apresentação do Método Sinclair

Existe Cura para o Alcoolismo?

Sim. Por mais surpreendente que isso possa parecer, já existe essa cura para o alcoolismo. Ela é fruto de um trabalho de pesquisa de um cientista finlandês chamado David Sinclair. Ele passou a vida estudando a dependência de álcool e as possibilidades de tratamento. Inicialmente, em ratos e depois em humanos. Hoje, já há uma série de estudos clínicos controlados com placebo que comprovam a eficácia do método Sinclair também conhecido como extinção farmacológica.

E para outras Dependências Químicas?

Neste caso, a resposta é menos direta pois há menos pesquisas sobre este método de tratamento para a dependência de outras drogas. Dessa maneira, não é possível afirmar categoricamente que há uma cura. Todavia, há bastante evidência científica de que o método também pode ser utilizado com sucesso para dependência de cocaína, tabaco e opióides. Na última parte do post, especifico melhor como isso pode ser feito.

Quais são os resultados das pesquisas clinicas?

Os resultados destes estudos mostram que cerca de 80% dos alcoolistas que tentam o método são curados. Isso é impressionante se considerarmos que até então o alcoolismo e outras dependências químicas eram consideradas incuráveis. De fato, na minha opinião, esta é uma das maiores contribuições da neurociência e da psicologia comportamental para a psiquiatria já feita. Há pesquisas que apontam na mesma direção para o tratamento da dependência de outras drogas como cocaína, tabaco e opióides.

No que consiste este método?

Este método é bem mais simples do que quaisquer outros oferecidos. Não é necessária a admissão do alcoolismo ou dependência química, nem a desintoxicação, nem a internação nem a abstinência tampouco os alcoólicos ou narcóticos anônimos. Com isso, a decisão de buscar um tratamento passa a ser bem mais simples, uma vez que há apenas benefícios ligados a esta decisão.

O método consiste no seguinte: a pessoa toma um remédio bloqueador do receptor de opióides toda vez que for beber. Mais precisamente, ao menos, uma hora antes de beber. Este remédio faz com que o cérebro desaprenda o alcoolismo. Isso deve ser feito sistemática e consistentemente por pelo menos 4 meses para que os efeitos sejam sentidos de maneira mais completa. No entanto, na minha experiência, em um mês já costuma ser possível observar resultados.

Este medicamento é controlado e só vendido sob prescrição médica. Todavia, não apresenta muitos efeitos adversos nem provoca alterações no estado de consciência.

O mesmo método pode ser usado com algumas modificações para dependências químicas como a de cocaína. Na última parte do post detalharei melhor isso.

Para quem é indicado?

Para qualquer pessoa que sinta que possa estar tendo algum prejuízo gerado por conta do uso do álcool ou outra droga. Desde alguém que esteja perdendo o controle nos finais de semana até alguém que esteja completamente sem controle, bebendo ou usando todos os dias e que já tenha tentado outras formas de tratamento sem sucesso.

Qual o resultado esperado?

Que a pessoa passe a ter uma relação com o álcool ou outras drogas semelhante a de um indivíduo que não é alcoolista ou dependente químico. A pessoa  volta a ter o relacionamento com o álcool ou outra droga que ela tinha antes de desenvolver o alcoolismo ou a dependência química.

Se é tão bom e comprovado por que ainda não tinha ouvido falar deste método?

Há alguns motivos para você não ter conhecido este método antes:

  1. há muita informação circulando sobre este problema, então é difícil chegar na que realmente importa. Isso é verdade tanto no meio cientifico quanto no meio leigo. Sendo assim, nem mesmo os profissionais costumam conhecer o método Sinclair.
  2. Não há mais interesse econômico da industria farmacêutica em relação a naltrexona uma vez que a sua patente já expirou. A industria costuma ser uma grande promotora de tratamentos tanto para médicos quanto para pacientes.
  3. Não há interesse econômico de muitos profissionais e clínicas de internação que têm uma estrutura toda voltada para o tratamento tradicional.
  4. Uma verdade cientifica costuma ser incorporada muito lentamente. Especialmente, quando há uma quebra de paradigma muito grande como neste caso. Esta quebra se dá tanto pelo método que envolve a continuação do comportamento de beber quanto a idéia de que é possível curar a dependência. Ambas são novidades bem revolucionarias e contrariam tudo o que vem sendo feito neste campo há um século.
  5. O medicamento utilizado neste método já é aprovado para o tratamento do alcoolismo. No entanto, se o método Sinclair não é seguido e ele é feita em conjunto com a abstinência, ele não tem efeito. Então, ela é conhecida por profissionais e pacientes apenas como um fraco ajudante no processo de tratamento do alcoolismo. Isso dificulta a compreensão de que se usada de uma maneira específica ela se torna um agente de cura.
  6. No Brasil, este tratamento é ainda menos conhecido do que no resto do mundo tanto pelos profissionais quanto pela população devido a barreira do idioma. A literatura cientifica sobre o metodo é toda em inglês. Infelizmente, O livro que busca divulgar o método ao publico do Dr. Roy Eskapa, The Cure for Alcoholism, só é encontrado em inglês nas livrarias brasileiras. Da mesma maneira os vídeos da atriz americana, Claudia Christian, que se curou com o método Sinclair e hoje trabalha na sua divulgação também estão em inglês.

A Ciência por trás do Método Sinclair

Introdução

Para chegar a este método simples e eficaz, Sinclair teve que utilizar conhecimentos de diversas ciências: biologia, genética, neurociência, psicologia comportamental e medicina. Todavia, o que mais importa é o seguinte dado: estudos clínicos bem feitos controlados com placebo comprovam que cerca de 80% dos alcoolistas se curam caso façam o tratamento. Mesmo assim, acho importante fazer um resumo do caminho para a descoberta.

O Efeito da Abstinência do Álcool e Outras Drogas

A primeira observação que Sinclair obteve de sua pesquisa cientifica foi que quanto mais tempo o alcoolista fica abstinente do álcool, mais fissura ele tem. Isso explica por que muitos pacientes alcoolistas altamente motivados podem manter a abstinência por alguns meses, mas eventualmente acabam recaindo. A fissura aumenta a um ponto insuportável, tornando o controle consciente do comportamento praticamente impossível.

Imagine você ficar sem beber água ou outros líquidos há 30h. Seria difícil evitar bebê-la assim que esta fosse disponível? Para um alcoolista, o álcool exerce o mesmo efeito.

Sobre um dependente de cocaína, por exemplo, pode-se afirmar o mesmo.

Alcoolismo e Dependência Química:  Transtornos Comportamentais Aprendidos

A segunda observação foi que o alcoolismo era um comportamento aprendido por pessoas com uma genética que favorecesse o seu desenvolvimento.

O álcool e outras drogas são capazes de gerar reforço positivo e, com isso, estimulam o comportamento de usá-los novamente. Se a pessoa usar com uma frequencia grande, a fissura por este comportamento fica tão intensa que este já ultrapassa a capacidade de controle do indivíduo. Sinclair se baseou nos estudos comportamentais do pesquisador russo, Ivan Pavlov que ganhou o prêmio Nobel em 1904 ao descobrir o aprendizado por condicionamento. Basicamente, ele descobriu que um estimulo neutro pode ser pareado com um estimulo positivo ou negativo de maneira que este estimulo neutro passe a causar o comportamento ligado ao estimulo positivo ou negativo.

Extinção

No entanto, Pavlov não descreveu apenas uma forma de aprendizado, mas também uma maneira de desaprender: a extinção. Ele descobriu que se este estímulo neutro fosse apresentado diversas vezes sem o estimulo positivo ou negativo, aos poucos, o condicionamento era desfeito. Ou seja, se ele descobrisse alguma maneira de desconectar o álcool do estimulo positivo gerado por ele no cérebro seria possível extinguir o comportamento do alcoolismo.

Como o álcool e outras drogas geram o reforço positivo no cérebro?

O álcool faz isso, principalmente, por meio da ativação do sistema de recompensa no cérebro. Esta ativação ocorre devido a liberação de endorfinas que geram a sensação de prazer quando a pessoa bebe. A cocaína ativa este sistema de recompensa também por meio de monoaminas como a dopamina e a noradrenalina. Já a nicotina o faz por meio do sistema nicotínico.

Seja qual for a droga e o mecanismo, o cérebro acaba por aprender, sem a pessoa perceber, que este comportamento é importante e reforça as sinapses ligadas a ele. Uma analogia: se inicialmente, os circuitos cerebrais ligados ao comportamento de beber eram antes ruelas agora elas se tornaram grandes avenidas.

 A grande idéia: a extinção farmacológica

Considerando tudo isso, Sinclair teve sua grande idéia: usar um antagonista de receptores de endorfinas, para evitar que o álcool consiga promover o seu reforço positivo. Em uma pessoa que ainda não se tornou dependente, isso previne o desenvolvimento. No caso de uma pessoa que já se tornou dependente, isso promove a extinção farmacológica do comportamento e acaba com o problema. Isto é, cura o alcoolismo. Quando falo em cura, realmente, é isto que quero dizer. Pois, este tratamento reverte o processo cerebral que causou o alcoolismo. Quando um órgão volta ao seu funcionamento normal após um tratamento, chamamos isso de cura em medicina.

Evidências científicas indicam que o mesmo pode ser feito no tratamento da dependência de cocaína, nicotina e opióides. Leia mais adiante.

A Diferença entre o Método Sinclair e Todos os Outros Tratamentos para o Alcoolismo

Cura x Controle

A primeira diferença que salta aos olhos é que com este método é possível alcançar a cura. Ou seja, reverter os processos biológicos que acarretam a doença. Já os outros métodos de tratamento são baseados em aumentar o auto controle. Para isso são usadas estratégias medicas como a desintoxicação com substituição farmacológica e o tratamento de comorbidades como a depressão; estratégias comportamentais como evitar lugares, pessoas e situações conectadas ao comportamento de beber; a psicoterapia individual e familiar que tem o objetivo de reduzir os gatilhos emocionais que levam a recaídas e o desenvolvimento da espiritualidade no qual se baseia o Alcoólicos Anônimos. Este último método também é uma maneira de promover o aumento do auto controle. Basicamente, se uma pessoa se espiritualiza ela desenvolve a sua capacidade de exercer seu livre arbítrio e, com isso, tem mais chances de conseguir controlar seus vícios. No entanto, isso costuma funcionar bem justamente para pessoas que não são dependentes químicos, mas não funciona bem para os que são. Todos nós temos nossas fraquezas. Se nos desenvolvermos espiritualmente, poderemos controla-las. Todavia, a disfunção cerebral ligada ao alcoolismo praticamente inviabiliza este auto controle que, em geral, todos nós podemos desenvolver.

Sendo assim, não surpreende que estes métodos sejam tão pouco eficazes para a maioria das pessoas. Nenhum deles enfoca a reversão da disfunção cerebral que gera o alcoolismo. Por isso, o método Sinclair tem cerca de 80% de resultado positivo enquanto os outros métodos mesmo combinados têm apenas uma taxa de 10 a 15%.

Evita várias Dificuldades Relacionadas com outros Tratamentos: Reconhecimento do Alcoolismo, Desintoxicação,  Internação e Abstinência.

O método Sinclair não exige que o indivíduo admita o seu alcoolismo ou dependência química e o seu completo descontrole em relação a bebida ou droga. Ao contrario, ele também é eficaz na prevenção do desenvolvimento do alcoolismo e para aqueles casos em que há um problema com a bebida ou droga, mas que ainda não se enquadrem no diagnóstico de alcoolismo.

Outra diferença é que, ao contrario dos outros métodos de tratamento, a desintoxicação é feita gradualmente, à medida que a pessoa for reduzindo a quantidade de bebida. Isso é vantajoso já que a desintoxicação abrupta pode acarretar um episódio de confusão mental com risco de morte conhecido como delirium tremens e convulsões. Para evitar estas complicações os médicos costumam prescrever calmantes que impedem esta reação. Com isso, muitas vezes, a pessoa acaba desenvolvendo uma segunda dependência química: a de benzodiazepínicos. Sobre a dependência de cocaína e nicotina pode-se afirmar o mesmo.

Quanto a abstinência, ela é contra indicada até que a pessoa se cure. É necessário que a pessoa beba ou use a droga em conjunto com o tratamento para que os circuitos cerebrais que foram reforçados pelo comportamento de beber, se enfraqueçam e o comportamento seja extinto. Só depois que isso ocorre que a pessoa pode optar por não beber mais ou não usar mais drogas se assim escolher. Os outros métodos, por outro lado, pregam a abstinência desde o primeiro dia. Com esta interrupção abrupta, há o risco do delirium tremens e outros sintomas de abstinência bem como do aumento da fissura devido ao efeito da abstinência do álcool.

Como curar a dependência de uma droga com outra droga pode ser efetivo?

Talvez, por conta do que acabei de explicar sobre o uso de calmantes na desintoxicação do alcool e outras drogas, os grupos que são contrários ao uso de fármacos para o tratamento de dependência química tenham alguma razão. De fato, às vezes, a pessoa pode acabar com mais uma dependência e não se curar da original.

No entanto, ao avaliarmos algo tão relevante como o método Sinclair não devemos deixar que nossas ideologias nos impeçam de enxergar a realidade: que ele funciona como uma cura por meio do uso de medicamento especifico de determinada maneira.

Neste caso, o medicamento antagonista de endorfinas não altera a consciência nem gera dependência química. Dessa maneira, não é uma droga no sentido negativo da palavra. De fato, se usada da maneira correta, ela é uma cura. O mesmo ocorre com antagonistas nicotinicos, dopaminergicos e noradrenergicos que podem ser utilizados para outras dependências químicas. Entenda melhor na próxima parte do post.

Portanto, devemos colocar nossas ideologias em perspectiva e confrontá-las com a realidade em vez de tentar enquadrar a realidade dentro das limitações das nossas ideologias.

Barato e Simples

Nem se compara tomar um comprimido de um medicamento toda vez que for beber com todos estes outros métodos caros e/ou complexos que envolvem intermináveis sessões de psicoterapia, repetidas internações e grupos quase diários de alcoólicos anônimos. Na dependência química, o mesmo se aplica.

O Método Sinclair Funciona para Outros Vícios também como Dependência de Cocaína, Jogo, Tabagismo, Dependência de Opióides e Dependência de Maconha?

Há dados científicos que indicam ser possível e efetivo usar este método também para outras dependências químicas. Muitas vezes, no entanto, é necessário fazer alguns ajustes.

Cocaína/Crack

Há diversos estudos demonstrando que o antagonista opióide é capaz de reduzir o prazer e a euforia gerados pela cocaína ou crack. Isso indica que a ele e o método Sinclair podem ser usados também nestes casos. Neste sentido, uma pesquisa clínica realizada no Texas demonstrou que os pacientes dependentes de cocaína ficaram completamente abstinentes  no último terço do estudo quando submetidos a um protocolo que permitia a extinção farmacológica. No entanto, sabemos que a cocaína atua no cérebro primordialmente por meio do aumento da disponibilidade sináptica de dopamina e noradrenalina, inclusive em regiões mesolímbicas como o sistema de recompensa cerebral. Neste contexto, há estudos apontando que o uso de antagonistas de receptores dopaminérgicos e antagonistas de receptores alfa 1 adrenérgicos reduzem o prazer e a euforia geradas pelas cocaína. Dessa maneira, é importante adicionar o bloqueio destas outras vias neuronais para utilizar o método de extinção farmacológica com sucesso nos casos de dependência de cocaína. Um desses estudos está disponível nas referências abaixo.

Jogo Patológico

Já há estudos que mostram a eficácia do antagonista opióide para o jogo patológico. O jogo também estimula o sistema de recompensa cerebral via endorfinas. Muito provavelmente, este medicamento funciona da mesma maneira neste caso: extinção farmacológica.

Tabagismo

Até o momento não há evidencia científica de que o sistema opióide esteja envolvido na dependência de nicotina. No entanto, há evidência de que o  método de extinção farmacológica pode ser usado para tratar a dependência de tabaco. O Dr. Jed Rose, chefe do Programa de Pesquisa sobre Nicotina do Centro Medico dos Veteranos de Guerra Americanos, relata resultados muito bons utilizando este método. Aqui no Brasil, é possível utilizar um agonista parcial nicotínico para este fim. Este fármaco já é aprovado para o tratamento do tabagismo.

Opióides

Já há estudos que comprovam a eficácia do antagonista de endorfinas para o tratamento da dependência de opióides. Neste caso, a relação biológica é bem mais óbvia, uma vez que estas substâncias estimulam diretamente o sistema das endorfinas cerebrais. Por isso mesmo, neste caso, o método Sinclair deve ser precedido pela desintoxicação, já que se for feito o bloqueio opióide de forma abrupta, isso pode precipitar uma grave crise de abstinência.

Maconha

Não há evidência de que o bloqueio de receptores opioides seja eficaz para o tratamento da dependência de maconha. Todavia, é muito provável que a extinção farmacológica baseada em um antagonista dos receptores canabinóides se mostre eficaz. Recentemente, um medicamento com esta característica foi lançado inicialmente como um tratamento para emagrecimento. Ele poderia ser uma boa opção, no entanto ele acabou sendo retirado do mercado por conta de efeitos adversos psiquiátricos, impossibilitando o seu uso para estes casos no momento. Mesmo assim, pesquisas que abordem esta questão se fazem necessárias, já que cerca de 9% dos usuários de maconha são dependentes da substância.

Na página da Clínica Ohr no youtube, você pode encontrar estas informações em vídeo. Clique aqui e assista.

Se você é familiarizado(a) com inglês ou espanhol e deseja mais informações sobre este método de tratamento e cura do alcoolismo recomendo que  clique nos seguintes links e que assista aos vídeos abaixo.

Pdf Livro do Dr. Roy Eskapa ” A Cura para o Alcoolismo” em espanhol:

http://docplayer.es/1693729-Cura-dr-roy-eskapa-del-alcoholismo-e-l-m-e-t-o-d-o-s-i-n-c-l-a-i-r-una-cura-del-alcoholismo-medicamente-probada-prologo-de-dr-david-sinclair.html

Compra do livro do Dr. Roy Eskapa ” A Cura para o Alcoolismo” em inglês:

https://www.amazon.com/Cure-Alcoholism-Medically-Eliminate-Addiction-ebook/dp/B009G1TID4/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1489763587&sr=8-1&keywords=the+cure+for+alcoholism

Artigo científico de revisão sobre o método escrito de autoria do próprio David Sinclair:

https://goo.gl/8zrXqy

Artigo científico sobre os efeitos do bloqueio do receptor alfa 1 adrenérgico nos sintomas subjetivos causados pela cocaína:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23306096

Site da fundação que tem o objetivo de divulgar o método:

http://cthreeeurope.com/tag/c3-foundation/

Neste vídeo, você assiste ao depoimento da atriz americana Claudia Christian sobre a cura do seu alcoolismo por meio do método Sinclair.

Neste link, você pode ver um documentário que ela produziu sobre o método.

Se você quiser, assistir a um vídeo do próprio Sinclair explicando o método, clique aqui.

Doença de Alzheimer 

Um medico americano chamado Dale Bredesen desenvolveu um programa personalizado para o tratamento do Alzheimer, do declínio cognitivo leve e do declínio cognitivo subjetivo. Ele se baseou nas décadas de pesquisa que ele próprio fez sobre o Alzheimer e nos princípios da medicina funcional.

Os resultados têm sido fantásticos: mais de 85% das centenas de pacientes tratados pelo protocolo obtiveram melhora significativa ou reversão do quadro.

Os que não responderam, em geral, foram os que se apresentaram já em fase muito avançada da doença.

Considerando que, até agora, não havia tratamento eficaz para a Doença de Alzheimer em quaisquer estágios, isto é uma verdadeira revolução.

Quando tomei conhecimento deste protocolo, fiquei impressionado.

Por isso, após checar a autenticidade dos dados divulgados por ele, decidi estudar o assunto e começar a oferecer o mesmo protocolo aqui no Brasil.

Mas antes de descrever as principais características do tratamento é necessário entender os dois pilares que fundamentam este método revolucionário de tratamento: a pesquisa aprofundada sobre a fisiopatologia da Doença de Alzheimer e a medicina funcional.

A pesquisa do Dr. Bredesen sobre a Doença de Alzheimer

A primeira descoberta dele foi a dos receptores dependentes. Estes receptores são assim chamados pois dependem sempre dos ligantes para não promoverem o processo de morte celular chamado apoptose.

Depois, ele descobriu que as chamadas placas de beta amilóide encontradas em cérebros de pacientes com Alzheimer impedem que estes ligantes se conectem a estes receptores levando a apoptose de células neuronais.

Ele percebeu ainda que há um equilíbrio natural entre fenômenos que levam a degeneração sináptica e a morte celular e fenômenos que acarretam a regeneração sináptica e a preservação das células. Todos estes são importantes e fisiológicos quando ocorrem na medida certa. Na maioria dos casos, a Doença de Alzheimer decorre do aumento exagerado dos fenômenos que levam a degeração neuronal em relação aos que promovem a regeneração dos neurônios.

Este balanço fisiológico ocorre em vários outros sistemas do corpo. Por exemplo, no metabolismo ósseo há os osteoclastos e os osteoblastos. O desequilíbrio entre eles pode causar osteoporose.

Nesse contexto, a pesquisa do Dr. Bredesen e de outros revelou que a proteína precursora de beta amilóide(PPA) é um desses receptores dependentes e que ela pode ser clivada de duas maneiras: em 1 local ou em 3 locais. Se a clivagem acontecer em apenas 1 local, não há produção de beta amilóide. Com isso, a balança pende para a preservação neuronal. Caso ela aconteça em 3 locais, uma das moléculas produzidas será a beta amilóide e a balança irá pender para a degeneração neuronal.

Outro dado muito importante da sua pesquisa foi a descoberta de que há 36 fatores que influenciam significativamente para qual lado esta balança da regeneração/degeneração neuronal irá pender.

Depois de compreender tudo isso ficou claro para ele por que um único remédio não poderia funcionar para o Alzheimer. O medicamento, por melhor que seja, age em apenas uma ou duas dessas 36 variáveis, deixando todas as outras intactas.

Isso explica por que a indústria farmacêutica falhou em encontrar uma droga eficaz para o tratamento do Alzheimer apesar dos bilhões de dólares investidos.

Nesse sentido, ele percebeu que deveria usar um paradigma diferente do convencional se realmente quisesse obter resultados satisfatórios no tratamento do Alzheimer.

Por isso que o Dr. Bredesen decidiu adotar os princípios da medicina funcional para tratar esta doença. Deu certo.

Medicina Funcional

Os princípios desta revolucionária maneira de ver e aplicar a medicina são os seguintes:

  1. Nossa saúde não é predeterminada pelos nossos genes na grande maioria dos casos. Ninguém está destinado a sofrer de infarto, AVC, diabetes ou demência. Claro que há genes que podem predispor a isso, mas o importante é a epigenética. Isto é, quais mensagens estamos mandando para os reguladores da expressão gênica por meio dos nossos hábitos de vida como dieta, exercício, toxinas, radiação, estresse e etc. Somos capazes então de, a partir de nossas escolhas, reduzir a chance de desenvolvermos estas doenças crônicas. Muitas vezes, mudando certos hábitos podemos inclusive reverter estas doenças.

Compare este conceito com o papel estático e determinístico da genética na visão da medicina tradicional.

  1. As doenças crônicas como a demência são causadas por uma desequilíbrio de certa funções fisiológicas. Muitas vezes mais de uma destas funções está desregulada e, frequentemente, de maneira sutil. Por isso, doenças como diabetes e demência parecem não ter cura. Há muitos fatores que as acarretam. Por isso que uma pílula mágica é incapaz de resolver o problema. Sendo assim, se quisermos prevenir ou tratar estas doenças, temos que corrigir esses desequilíbrios e ter uma visão sistêmica em oposição a tratar apenas um órgão.

Bem diferente da visão tradicional em que um remédio costuma ser a solução única para uma doença. Este é um legado da teoria do germe e do sucesso dos antibióticos. Este modelo é eficaz para infecções porem não para doenças crônicas como o Alzheimer.

  1. A ausência de uma doença não significa bem estar. Por vezes, a pessoa ainda não tem nenhum problema que seja suficiente para caracterizar um diagnostico. No entanto, os sintomas dela já são sinais da desregulação nas funções fisiológicas.

Confronte isso com a medicina baseada no diagnostico de doenças.

  1. A resposta de cada pessoa aos estímulos que ela envia para os seus genes por meio do seu estilo de vida, dieta e ambiente é particular dada a sua constituição genética única. Logo, as intervenções devem ser personalizadas.

Compare esta visão com a do paradigma atual que é baseado em estatística e médias.

  1. Medicamentos eficazes para o controle de sintomas são úteis principalmente a curto prazo, mas não costumam ser apropriados no longo prazo dados os efeitos adversos, a necessidade de uso continuo e a natureza paliativa do tratamento.

Confronte isso com os tratamentos baseados em prescrições complexas e quase eternas de um ou mais medicamentos para cada doença crônica diagnosticada por cada especialista.

Uma Breve Descrição do Protocolo

Munido do profundo conhecimento sobre a fisiopatologia do Alzheimer e dos princípios desta nova medicina, o Dr. Bredesen desenvolveu o protocolo que denominou de RECODE.

Este protocolo envolve avaliação e intervenção personalizadas.

A anamnese e os exames complementares detalhados indicam quais tratamentos devem ser recomendados.

Mudanças na dieta e no estilo de vida, suplementação alimentar, fitoterápicos, reposição hormonal e detox estão entre os principais métodos de tratamento.

Apesar de estas intervenções não soarem como curas de uma doença tão grave como o Alzheimer, se elas forem aplicadas da maneira correta para aquela determinada pessoa, elas podem sim reverter o processo de degeneração sináptica e, com isso, o quadro clínico de Alzheimer. É exatamente isso que o Dr. Bredesen vem demonstrando com as centenas de pacientes que se beneficiaram do seu protocolo.

Realmente, 1 fitoterápico ou 1 suplemento alimentar isoladamente não são eficazes assim como uma pílula única tampouco é.  

No entanto, pelo fato de atuar em muitos dos 36 fatores que influenciam a balança da degeneração/regeneração sináptica, o conjunto de intervenções personalizadas é capaz de inverter a direção da balança pendendo-a para o lado da regeneração neuronal e da consequente reversão do Alzheimer. 

Tudo é personalizado e compatível com o subtipo de Alzheimer identificado.

Basicamente, há 3 subtipos: o inflamatório, o atrófico e o tóxico.

Para cada um desses subtipos há intervenções específicas que são as mais importantes, mas é claro que uma pessoa pode ter o inflamatório e ter algumas características do atrófico também,por exemplo. Por isso, a personalização sobrepuja esta classificação que serve apenas como uma baliza.

O sucesso do tratamento depende do trabalho do paciente, da família e do medico em conjunto. A abordagem baseada na “pílula mágica” que é tão eficaz para o tratamento de infecções bacterianas, não funciona para o Alzheimer e para outras doenças crônicas endêmicas atualmente.

Tudo indica que o caminho para a superação das doenças crônicas em geral é este que foi trilhado pelo Dr. Bredesen: estudar profundamente a fisiopatologia da doença e usar o paradigma da medicina funcional para tratá-la.

Esta é a medicina do século XXI: capaz de curar doenças que pareciam incuráveis para a medicina do século XX.

Para saber mais sobre o Dr. Bredesen e seu protocolo recomendo que você clique aqui e aqui.

Para ver um depoimento de pacientes e familiares sobre os resultados do protocolo, clique aqui.

Se quiser que eu ajude você ou seu familiar a investigar e tratar um problema cognitivo baseado no protocolo RECODE do Dr. Bredesen, conte comigo.

Marque sua consulta na agenda online aqui.

Você também pode marcar por telefone ou por Whatsapp:

(11) 4063-8334 / (11) 944990781

Diretor Técnico: Dr. Ivan Barenboim CRM 155.444

Médico Psiquiatra Registro de Especialista 53559

Powered by themekiller.com anime4online.com animextoon.com apk4phone.com tengag.com moviekillers.com