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Método Sinclair: a solução simples e eficaz para o alcoolismo

O alcoolismo sempre foi visto pela medicina contemporânea como uma doença incurável. Esta, infelizmente, era uma realidade até bem pouco tempo atrás, levando à destruição de muitas vidas e famílias.

Felizmente, graças a longa pesquisa de um cientista finlandês chamado John David Sinclair, hoje temos a possibilidade de curar ou tratar efetivamente cerca de 80% dos casos de alcoolismo, utilizando o método desenvolvido por ele conhecido como Método Sinclair ou de Extinção Farmacológica. 

Além de ser capaz de curar ou tratar efetivamente o alcoolismo, a extinção farmacológica tem outras vantagens em relação aos outros métodos de tratamento: não exige reconhecimento do alcoolismo por parte do paciente, nem internação, nem desintoxicação ou abstinência. 

Ademais, é bem simples e barato.

Lamentavelmente, este método ainda é pouco conhecido especialmente no Brasil. Sendo assim, apesar deste avanço científico, ainda há muito sofrimento evitável decorrente desses problemas por falta de divulgação. Felizmente, nos últimos anos, tenho tido a satisfação de ajudar a mudar esta realidade gradualmente em nosso país. 

Existe cura para o alcoolismo?

Por mais surpreendente que isso possa parecer, já é possível usar um método biológico capaz de curar ou tratar efetivamente o alcoolismo em grande parte dos casos. Ele é fruto de um trabalho de pesquisa de um cientista finlandês chamado John David Sinclair, que passou a vida estudando a dependência de álcool e as possibilidades de tratamento. Inicialmente, em modelos animais e depois em humanos. Hoje, já há uma série de estudos clínicos controlados com placebo que comprovam a eficácia do Método Sinclair, também conhecido como Extinção Farmacológica.

Quais são os resultados das pesquisas clínicas?

Os resultados destes estudos mostram que cerca de 80% dos alcoolistas que tentam o método obtêm a cura ou a melhora significativa. Isso é impressionante se considerarmos que, até então, o alcoolismo era visto como algo intratável biologicamente, restando apenas intervenções comportamentais ou psicológicas. De fato, na minha opinião, esta é uma das maiores contribuições da neurociência e da psicologia comportamental para a psiquiatria já feita. 

No que consiste este método?

Este método é bem mais simples do que quaisquer outros oferecidos. Não é necessária a admissão do alcoolismo, nem a desintoxicação, nem a internação nem a abstinência. Tampouco, se fazem necessárias as inumeráveis reuniões dos Alcoólicos Anônimos. Com isso, a decisão de aceitar o tratamento passa a ser bem mais fácil, pois não requer todo aquele processo doloroso associado aos tratamentos convencionais.

O método consiste no seguinte: a pessoa toma um remédio bloqueador do receptor de opióides toda vez que for beber. Este remédio faz com que o cérebro desaprenda o alcoolismo. Isso deve ser feito sistemática e consistentemente por pelo menos 4 a 12 meses para que os efeitos sejam sentidos de maneira mais completa. No entanto, o tempo para se obter resultados significativos varia de um a doze meses. 

Este medicamento é controlado e somente vendido com prescrição médica. Todavia, não gera muitos efeitos adversos nem provoca alterações no estado de consciência.Tampouco, causa dependência. 

Para quem é indicado?

Para qualquer pessoa que sinta que possa estar tendo algum prejuízo gerado por conta do uso exagerado e/ou descontrolado do álcool. Desde alguém que esteja perdendo o controle nos finais de semana até um indivíduo que esteja completamente sem controle, bebendo todos os dias e/ou que já tenha tentado outras formas de tratamento sem sucesso.

Qual o resultado esperado?

Existem três resultados possíveis:

  1. Cura: a pessoa passa a ter uma relação com o álcool semelhante a de um indivíduo que nunca teve problemas de descontrole com esta droga.
  2. Melhora significativa: a pessoa passa a ter mais controle e menos fissura bem como passa a beber em menor quantidade e com menor frequência. No entanto, não chega a se curar, pois ela ainda continua bebendo mais do que o ideal ou tem algum grau de descontrole. Todavia, um problema que era enorme e afetava todas as áreas da vida, passa a ser pequeno e pouco relevante. 
  3. Falha terapêutica: nenhum tratamento funciona para 100% das pessoas. Apesar de raro, pode acontecer de não haver resposta. 

Quanto tempo demora para obter os resultados positivos?

Na maioria das vezes, já é possível começar a observar resultados positivos nos primeiros dois meses de tratamento. No entanto, neste início, os resultados costumam ser ainda parciais e podem passar despercebidos para observadores menos atentos ou para familiares que estejam desesperados e no seu limite. Passados quatro a seis meses, normalmente, costuma-se observar resultados mais robustos e mais claros para todos. No entanto, há bastante variabilidade. Já tive pacientes que notaram benefício claro logo nos primeiros dias, mas também já acompanhei pessoas que só melhoraram significativamente depois de 10 a 12 meses. 

Se é tão bom e comprovado por que ainda não tinha ouvido falar deste método?

Há alguns motivos para você não ter conhecido este método antes:

  1. Há muita informação circulando sobre este problema, então é difícil encontrar a o que realmente importa. Isso é verdade tanto no meio científico e profissional quanto no meio leigo. Sendo assim, nem mesmo os profissionais da área de saúde mental costumam conhecer o Método Sinclair. 
  2. A indústria costuma ser uma grande promotora de tratamentos tanto para médicos quanto para pacientes. No entanto, a patente deste medicamento já expirou. Dessa forma, não há interesse financeiro no medicamento. Consequentemente, não há esforço de divulgação para médicos. 
  3. Tampouco há interesse econômico de muitos profissionais e clínicas de internação que têm uma estrutura toda voltada para o tratamento tradicional.
  4. Uma verdade científica costuma ser incorporada muito lentamente. Especialmente, quando há uma quebra de paradigma muito grande como neste caso. De fato, este tratamento é uma novidade bem revolucionária, uma vez que se baseia em premissas muito diferentes das que embasam o tratamento convencional há pelo menos um século.
  5. O medicamento utilizado neste método já é aprovado para o tratamento do alcoolismo. No entanto, se o Método Sinclair não é seguido e ele é feito em conjunto com a abstinência e as premissas tradicionais, ele não tem costuma ser muito eficaz. Então, o medicamento acaba sendo conhecido por profissionais e pacientes apenas como um fraco adjuvante no processo de tratamento do alcoolismo. Isso dificulta a compreensão de que, se usado de uma maneira específica, ele pode se tornar a principal ferramenta de um tratamento muito efetivo. 

Quais as limitações do Método Sinclair? 

Nenhum empreendimento humano é perfeito e resolve o problema de todos. Por mais eficaz que ele seja, claro que o Método Sinclair também tem suas limitações. Após alguns anos de experiência com este método, percebi que as três limitações principais dele são as seguintes:

  1. Apesar de muito simples, ele ainda exige algum grau de comprometimento do indivíduo. Sendo assim, caso apenas a família queira o tratamento e o próprio paciente se recuse, fica quase impossível utilizar o método. Afinal, a pessoa tem que estar disposta a tomar um comprimido antes de ingerir o álcool. Isso é fácil e simples. Todavia, ainda requer um nível mínimo de comprometimento. 
  2. Algumas pessoas ficam muito agressivas ou se colocam em risco quando bebem. Nestes casos, é necessário encontrar uma maneira de garantir a segurança do paciente e de terceiros antes de iniciar o método. Por exemplo, pode ser combinado que a pessoa só poderá beber em casa e/ou que ela só poderá beber fermentados de forma a evitar situações de risco. 
  3.  Alguns indivíduos têm importantes problemas emocionais que servem como gatilho para o uso descontrolado de álcool. Nestes casos, é necessário identificar e tratar o problema emocional, pois este pode ser uma das causas do uso descontrolado do álcool para estas pessoas. O Método Sinclair costuma ajudar bastante mesmo assim, pois normalmente estas pessoas já desenvolveram as alterações no sistema de recompensa cerebral que são tratadas pelo método. No entanto, ele pode ser insuficiente dado que uma das causas do uso exagerado pode não ser contemplada pelo seu mecanismo de ação em alguns casos. Na maioria destes casos, é possível complementar o tratamento com a hipnoterapia e/ou com o tratamento farmacológico.  Estes podem ajudar a resolver ou melhorar os problemas emocionais de forma que eles não sejam mais gatilhos relevantes para o uso descontrolado do álcool. 
  4. Por fim, há casos em que simplesmente o método não funciona mesmo não havendo as dificuldades descritas acima. Entretanto, isso é raro.

 

A Ciência por trás do Método Sinclair

 

Para chegar a este método simples e eficaz, Sinclair teve que utilizar conhecimentos de diversas ciências: biologia, genética, neurociência, psicologia comportamental e medicina. Todavia, o que mais importa é o seguinte dado: estudos clínicos bem feitos controlados com placebo comprovam que cerca de 80% dos alcoolistas se curam ou melhoram significativamente caso façam o tratamento. Mesmo assim, para que fique mais claro como e por que funciona, segue um resumo do caminho para a descoberta.

O efeito negativo da abstinência do álcool 

A primeira observação que Sinclair obteve de sua pesquisa científica foi que quanto mais tempo o alcoolista ficava em abstinência do álcool, mais fissura ele tinha. Isso explica por que muitos pacientes alcoolistas altamente motivados podem manter a abstinência por alguns meses, mas eventualmente acabam recaindo. A fissura aumenta a um ponto insuportável, tornando o controle consciente do comportamento praticamente impossível.

Imagine você ficar sem beber água ou outros líquidos há 30h. Seria difícil evitar bebê-la assim que esta fosse disponível? Para um alcoolista, o álcool exerce o mesmo efeito.

Alcoolismo compreendido como um transtorno comportamental aprendido

A segunda observação foi que o alcoolismo era um comportamento aprendido por pessoas com uma genética que favorecia o seu desenvolvimento.

O álcool e outras drogas são capazes de gerar reforço positivo e, com isso, estimulam o comportamento de usá-los novamente. Se a pessoa usar com uma frequência grande, a fissura por este comportamento fica tão intensa que  ela ultrapassa a capacidade de controle do indivíduo. Sinclair se baseou nos estudos comportamentais do pesquisador russo, Ivan Pavlov que ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1904. Ele descobriu e descreveu o aprendizado por condicionamento que consiste, basicamente, no seguinte: um estímulo neutro pode ser pareado com um estímulo positivo ou negativo de maneira que este estímulo neutro passe a causar o comportamento ligado ao estímulo positivo ou negativo.

Extinção

No entanto, Pavlov não descreveu apenas uma forma de aprendizado, mas também uma maneira de desaprender: a extinção. Ele descobriu que se este estímulo neutro fosse apresentado diversas vezes sem o estímulo positivo ou negativo, aos poucos, o condicionamento era desfeito. Ou seja, se ele descobrisse alguma maneira de desconectar o álcool do estímulo positivo gerado por ele no cérebro seria possível extinguir o comportamento do alcoolismo.

Como o álcool  gera o reforço positivo no cérebro?

O álcool faz isso, principalmente, por meio da ativação do sistema de recompensa no cérebro. Esta ativação ocorre devido a liberação de endorfinas que geram a sensação de prazer quando a pessoa bebe. Assim, o cérebro aprende, de forma subconsciente, que este comportamento é importante e reforça as sinapses ligadas a ele. Uma analogia: se inicialmente, os circuitos cerebrais ligados ao comportamento de beber eram antes ruelas agora elas se tornaram grandes avenidas.

 Extinção Farmacológica: a grande ideia

Considerando tudo isso, Sinclair teve sua grande ideia: usar um antagonista de receptores de endorfinas, para evitar que o álcool consiga promover o seu reforço positivo. Em uma pessoa que ainda não se tornou dependente, isso previne o desenvolvimento do alcoolismo. No caso de uma pessoa que já se tornou dependente, isso promove a extinção farmacológica do comportamento e pode até resolver o problema por completo em alguns casos. Portanto, este tratamento reverte o processo cerebral que causou o alcoolismo. Na prática, isso pode significar a cura ou uma melhora significativa. 

 

Diferenças entre o Método Sinclair e os outros tratamentos para o alcoolismo

 

Reversão da fisiopatologia x auto-controle

A primeira diferença que salta aos olhos é que com este método é possível reverter os processos biológicos que acarretam a doença. Já os outros métodos de tratamento são baseados em aumentar o autocontrole. Para isso são usadas estratégias médicas como a desintoxicação com substituição farmacológica e o tratamento de comorbidades como a depressão; estratégias comportamentais como evitar lugares, pessoas e situações conectadas ao comportamento de beber; a psicoterapia individual e familiar que tem o objetivo de reduzir os gatilhos emocionais que levam a recaídas e o desenvolvimento da espiritualidade no qual se baseia o Alcoólicos Anônimos. Este último método também é uma maneira de promover o aumento do autocontrole. Basicamente, se uma pessoa se espiritualiza, ela desenvolve a sua capacidade de exercer seu livre arbítrio e, com isso, tem mais chances de conseguir controlar seus vícios. No entanto, isso só costuma funcionar bem justamente para pessoas que não são dependentes químicos. Infelizmente, é raro funcionar bem para os que são dependentes. Todos nós temos nossas fraquezas. Se nos desenvolvermos espiritualmente, podemos controlá-las e até superá-las algumas vezes. Todavia, a disfunção cerebral ligada ao alcoolismo, mais especificamente no sistema de recompensa do cérebro,  praticamente inviabiliza este autocontrole.Sendo assim, não surpreende que os métodos tradicionais sejam tão pouco eficazes para a maioria das pessoas. Ao contrário do Método Sinclair, nenhum deles foca na reversão da disfunção cerebral que gera o alcoolismo. Por isso, o Método Sinclair tem cerca de 80% de resultado positivo, enquanto os outros métodos têm apenas uma taxa de 10 a 15% mesmo quando utilizados em conjunto e sendo bem mais custosos e complexos.

Objeções frequentes ao tratamento convencional: admissão do alcoolismo, baixa eficácia, desintoxicação, internação e abstinência.

O Método Sinclair não exige que o indivíduo reconheça ser um alcoolista. Precisamos apenas que o indivíduo perceba que o seu uso de álcool está sendo prejudicial para ele de alguma forma. De fato, o Método Sinclair é eficaz também para prevenção do alcoolismo bem como para aqueles casos em que há um problema com a bebida, mas que ainda não se enquadram no diagnóstico de alcoolismo.

Em geral, o indivíduo que abusa ou é dependente do álcool sabe que o seu uso está causando prejuízos. Normalmente, ele até gostaria de resolver isso, mas raramente está disposto a pagar o preço exigido pelo tratamento convencional. Não me refiro aqui ao custo financeiro, mas sim a toda a mudança de estilo de vida, a  todo o investimento de tempo em terapia, grupos de auto ajuda e internações,  a todo o sofrimento ligado às crises de abstinência e a sensação de voltar a estaca a zero após as repetidas recaídas que acabam acontecendo. 

Além disso, eles observam que os seus pares costumam recair por mais que se esforcem para se enquadrar no modelo tradicional de tratamento. Por vezes, eles próprios já se esforçaram, sofreram e não obtiveram sucesso. 

Outra diferença é que, ao contrário dos outros métodos de tratamento, a desintoxicação é feita gradualmente, à medida que a pessoa vai reduzindo a quantidade de bebida. Isso é vantajoso já que a abstinência abrupta pode acarretar um episódio de confusão mental com risco de morte conhecido como delirium tremens e convulsões. Para evitar estas complicações, muitas vezes, os médicos prescrevem calmantes durante o tratamento convencional. Com isso, muitas vezes, a pessoa acaba desenvolvendo uma segunda dependência química: a de benzodiazepínicos. 

Já o Método Sinclair, não requer abstinência completa, abrupta e imediata. Assume-se que o alcoolista irá acabar bebendo. Mas, isso é visto como uma oportunidade para enfraquecer os circuitos do sistema de recompensa cerebral que foram reforçados pelo comportamento de beber e promover a extinção do comportamento ao longo do tempo. 

Dessa maneira, a internação também se torna desnecessária.

Como tratar a dependência de uma droga com outra droga pode ser efetivo?

Talvez, por conta do que acabei de explicar sobre o uso de calmantes na desintoxicação do álcool, os grupos que são contrários ao uso de fármacos para o tratamento de dependência química tenham alguma razão. De fato, às vezes, a pessoa pode acabar com mais uma dependência e não se curar da original.

No entanto, ao avaliarmos algo tão relevante como o Método Sinclair não devemos deixar que nossas ideologias nos impeçam de enxergar a realidade: simplesmente, funciona e é bem seguro. 

Neste caso específico, estamos falando de um medicamento antagonista de opióides que não altera a consciência e não gera dependência. Dessa maneira, não é uma droga no sentido negativo da palavra. Não se pode generalizar e analisar algo complexo e extremamente relevante de maneira tão simplista. 

Portanto, devemos colocar nossas ideologias em perspectiva e confrontá-las com a realidade em vez de tentar enquadrar a realidade dentro das limitações das nossas ideologias. 

Barato e Simples

Em termos de praticidade, nem se pode comparar tomar um comprimido de um medicamento toda vez que for beber com todos estes outros métodos caros e/ou complexos que envolvem intermináveis sessões de psicoterapia, repetidas internações e/ou inumeráveis visitas a grupos de apoio como os Alcoólicos Anônimos. 

 

O Método Sinclair e os outros vícios

 

Há dados científicos preliminares que indicam que este tratamento pode ser eficaz também para outros tipos de dependência.  No entanto, pode ser que sejam necessários ajustes e/ou até mesmo se use outros medicamentos. 

Cocaína/Crack

Há diversos estudos demonstrando que o antagonista opióide é capaz de reduzir o prazer e a euforia gerados pela cocaína ou crack. Isso indica que tanto este medicamento quanto o Método Sinclair poderiam ter um papel relevante no tratamento destes casos.  Neste sentido, uma pesquisa clínica realizada no Texas demonstrou que os pacientes dependentes de cocaína ficaram completamente abstinentes  no último terço do estudo quando submetidos a um protocolo que permitia a extinção farmacológica. No entanto, sabemos que a cocaína atua no cérebro primordialmente por meio do aumento da disponibilidade sináptica de dopamina e noradrenalina, inclusive em regiões mesolímbicas como o sistema de recompensa cerebral. Neste contexto, há estudos apontando que o uso de antagonistas de receptores dopaminérgicos e de receptores alfa 1 adrenérgicos também reduzem o prazer e a euforia geradas pelas cocaína. Dessa maneira, pode ser importante adicionar o bloqueio destas outros receptores para aumentar a chance de sucesso do método de extinção farmacológica nos casos de dependência de cocaína. Um desses estudos está disponível nas referências abaixo. Todavia, vale ressaltar que a evidência científica clínica para esta indicação ainda é preliminar e que é bem mais complexo aplicar este método para tratar a dependência de substancias ilegais e de baixa aceitação social como a cocaína e o crack. 

Jogo Patológico

Já há estudos que mostram a eficácia do antagonista opióide para o jogo patológico. O jogo também estimula o sistema de recompensa cerebral via endorfinas. Muito provavelmente, este medicamento funciona da mesma maneira neste caso: extinção farmacológica.

Tabagismo

Até o momento não há evidencia científica de que o sistema opióide esteja envolvido na dependência de nicotina. No entanto, há evidência de que, se usado outro medicamento, o  método de extinção farmacológica pode ser usado para tratar a dependência de tabaco. O Dr. Jed Rose, chefe do Programa de Pesquisa sobre Nicotina do Centro Medico dos Veteranos de Guerra Americanos, relata resultados muito bons utilizando este método. Aqui no Brasil, é possível utilizar um agonista parcial nicotínico para este fim. Este fármaco já é aprovado para o tratamento do tabagismo.

Opióides

Já há estudos que comprovam a eficácia do antagonista de endorfinas para o tratamento da dependência de opióides. Neste caso, a relação biológica é bem mais óbvia, uma vez que estas substâncias estimulam diretamente o sistema das endorfinas cerebrais. Por isso mesmo, neste caso, o uso deste fármaco deve ser sempre precedido pela desintoxicação. Caso seja feito o bloqueio dos receptores opióides de forma abrupta,  uma grave crise de abstinência deverá se seguir.

Maconha

Não há evidência de que o bloqueio de receptores opioides seja eficaz para o tratamento da dependência de maconha. Todavia, é muito provável que a extinção farmacológica baseada em um antagonista dos receptores canabinóides se mostre eficaz. Recentemente, um medicamento com esta característica foi lançado inicialmente como um tratamento para emagrecimento. Ele poderia ter sido uma boa opção, no entanto acabou sendo retirado do mercado por conta de efeitos adversos psiquiátricos. Mesmo assim, pesquisas que abordem esta questão se fazem necessárias, já que cerca de 9% dos usuários de maconha são dependentes da substância.

Para saber mais sobre o Método Sinclair, assista aos vídeos e/ou veja as referências abaixo:

Depoimento da atriz americana Claudia Christian sobre como ela se curou do alcoolismo utilizando o Método Sinclair.

Documentário produzido pela mesma sobre este tratamento:

http://www.onelittlepillmovie.com/

Vídeo curto do próprio John David Sinclair explicando o método:

Link para compra do livro “Alcoolismo: A Cura” do dr Roy Eskapa:

Artigo científico de revisão sobre o método escrito de autoria do próprio David Sinclair:

https://goo.gl/8zrXqy

Artigo científico sobre os efeitos do bloqueio do receptor alfa 1 adrenérgico nos sintomas subjetivos causados pela cocaína:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23306096

Site da fundação que tem o objetivo de divulgar o método:

http://cthreeeurope.com/tag/c3-foundation/

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