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    Psiquiatria
    Publicado em Por Dr. Ivan Barenboim (CRM/SP 155.444, RQE 53559)11 min

    Nomes de antidepressivo

    Nomes de antidepressivo

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    9 perguntas
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    Quem recebe uma receita de psiquiatra, ouve falar de um tratamento na família ou simplesmente quer entender melhor a depressão costuma esbarrar em palavras longas e parecidas entre si. Os nomes de antidepressivo parecem um idioma próprio, cheio de terminações repetidas e siglas. Entender como eles são formados, a que grupo cada um pertence e o que diferencia um do outro ajuda a conversar com o médico e a ler a bula com mais segurança.

    Este conteúdo é informativo. Nenhum dos medicamentos citados deve ser começado, substituído, suspenso ou ajustado sem receita e acompanhamento de um médico.

    Como os nomes de antidepressivo são formados

    Todo medicamento tem pelo menos dois nomes. O primeiro é o princípio ativo, também chamado de nome genérico. Ele identifica a substância responsável pelo efeito e, no Brasil, segue a Denominação Comum Brasileira, uma lista oficial mantida pela Anvisa. O segundo é o nome comercial, escolhido pelo laboratório que fabrica o produto.

    Por isso, o mesmo princípio ativo pode ser vendido com vários nomes comerciais diferentes. Quando alguém procura nome de antidepressivo na internet, normalmente encontra uma mistura dos dois tipos, o que confunde bastante. Na receita, o médico pode escrever qualquer um deles, mas é o princípio ativo que define o que a pessoa vai tomar.

    Três categorias aparecem nas farmácias:

    • Medicamento de referência: É o produto original, registrado com base em estudos de eficácia e segurança.
    • Genérico: Reproduz o original em substância, concentração e forma farmacêutica, e passou por testes que comprovam que age da mesma maneira. Na caixa, aparece o nome da substância e uma tarja amarela com a letra G.
    • Similar: Também tem o mesmo princípio ativo, mas é vendido com nome comercial próprio. Os similares considerados intercambiáveis trazem essa informação na bula.

    Uma breve história desses medicamentos

    Os primeiros antidepressivos foram descobertos quase por acaso, na década de 1950. Médicos que tratavam tuberculose com a iproniazida notaram que parte dos pacientes ficava mais animada e disposta, um efeito sem relação com a infecção. Pouco tempo depois, um psiquiatra suíço testou a imipramina em pacientes internados e observou melhora em quem tinha depressão. A imipramina é um nome de antidepressivo que segue em uso até hoje.

    Desses dois achados nasceram os grupos mais antigos: Os inibidores da monoamina oxidase e os tricíclicos. Nas décadas seguintes, a pesquisa passou a buscar substâncias com menos efeitos colaterais. A fluoxetina, lançada no final da década de 1980, inaugurou uma geração de medicamentos mais seletivos e mais simples de usar no dia a dia. Boa parte dos nomes de antidepressivo que aparecem hoje nas receitas surgiu depois dela.

    Terminações parecidas não significam o mesmo grupo

    Um detalhe curioso dos nomes de antidepressivos é que muitos terminam de forma semelhante, e isso induz a erros. Vários acabam em "-oxetina", por exemplo, mas pertencem a grupos diferentes, com mecanismos diferentes. O mesmo vale para os que terminam em "-ptilina" ou "-pram". Quem tenta memorizar o nome de antidepressivos pela sonoridade costuma se confundir.

    A semelhança no som entre nomes de antidepressivo também favorece trocas na hora de ler a receita ou pedir o remédio no balcão. Por isso, conferir letra por letra, junto com a dose em miligramas, é um cuidado simples que evita problemas.

    Os grupos de antidepressivos e seus principais nomes

    Os antidepressivos são organizados em classes, de acordo com a forma como atuam nos mensageiros químicos do cérebro, entre eles serotonina, noradrenalina e dopamina. Conhecer essa divisão dá sentido aos nomes de remédio antidepressivo que aparecem na receita. A seguir estão os nomes de antidepressivos mais conhecidos de cada grupo, sempre pelo princípio ativo.

    Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS)

    É o grupo mais prescrito para depressão e ansiedade. Eles aumentam a disponibilidade de serotonina entre os neurônios. Fazem parte desse grupo:

    • Fluoxetina;
    • Sertralina;
    • Paroxetina;
    • Citalopram;
    • Escitalopram;
    • Fluvoxamina.

    Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN)

    Atuam em dois mensageiros de uma vez. Alguns também são usados no controle de certas dores crônicas. Os principais são:

    • Venlafaxina;
    • Desvenlafaxina;
    • Duloxetina.

    Tricíclicos

    São alguns dos antidepressivos mais antigos. Continuam em uso, muitas vezes em doses baixas, para dor, prevenção de enxaqueca e outras indicações. Entre eles estão:

    • Amitriptilina;
    • Nortriptilina;
    • Imipramina;
    • Clomipramina.

    Inibidores da monoamina oxidase (IMAO)

    Grupo antigo, hoje reservado a situações muito específicas, por exigir cuidados com alimentação e com outros remédios. O representante mais conhecido no Brasil é a tranilcipromina.

    Antidepressivos atípicos e de outros mecanismos

    Reúnem medicamentos que não se encaixam nos grupos anteriores, cada um com uma forma própria de agir:

    • Bupropiona: Atua na dopamina e na noradrenalina e também é usada para ajudar a parar de fumar.
    • Mirtazapina: Costuma ter efeito sobre o sono e o apetite.
    • Trazodona: Em doses menores, é usada com frequência por causa do efeito sobre o sono.
    • Agomelatina: Age em receptores ligados ao ritmo do sono e da vigília.
    • Vortioxetina: Combina ações em diferentes receptores de serotonina.

    Nomes de antidepressivos mais usados

    Entre os nomes de antidepressivos mais usados no Brasil, os do grupo ISRS lideram as prescrições. Sertralina, escitalopram e fluoxetina estão entre os nomes de remédios antidepressivos mais receitados, seguidos por venlafaxina, desvenlafaxina, duloxetina, bupropiona e amitriptilina.

    Saber o nome de antidepressivos populares ajuda a reconhecer uma receita, mas a popularidade não diz nada sobre um remédio ser adequado para uma pessoa específica. Os mais prescritos costumam ser escolhidos como primeira opção pela combinação de eficácia, perfil de efeitos colaterais conhecido e custo. Por isso, a relação de nomes de antidepressivos mais usados serve como referência, e não como indicação.

    Nomes de antidepressivos modernos

    Quando se fala em nomes de antidepressivos modernos, a referência costuma ser os medicamentos lançados nas últimas duas décadas. Entre eles estão a desvenlafaxina, a agomelatina e a vortioxetina, que chegaram ao mercado brasileiro depois dos grupos mais tradicionais.

    Ser mais novo não significa tratar melhor. A principal diferença costuma estar no perfil de efeitos colaterais e na forma de agir, e não necessariamente na capacidade de tratar a depressão. Em muitos casos, um medicamento mais antigo continua sendo a melhor escolha para determinado paciente. Mesmo entre os nomes de antidepressivos modernos, a escolha depende da história de cada um.

    Nomes de antidepressivos que engordam

    Uma dúvida frequente envolve os nomes de antidepressivos que engordam. O ganho de peso é um efeito possível de alguns medicamentos, mas varia muito de pessoa para pessoa e depende da dose e do tempo de uso.

    De forma geral, a mirtazapina, os tricíclicos, como a amitriptilina, e a paroxetina estão entre os que mais se associam a fome aumentada e ganho de peso. Outros, como a bupropiona, costumam ter menos esse efeito. Também é importante lembrar que a própria depressão mexe com o apetite: Algumas pessoas comem menos durante a crise e recuperam o peso quando melhoram, sem relação direta com o remédio.

    Nenhuma lista de nomes de antidepressivos que engordam permite prever o que vai acontecer com uma pessoa específica. Se o peso mudar durante o tratamento, a conduta certa é conversar com o médico. Interromper o medicamento por conta própria pode trazer sintomas de retirada e o retorno da depressão.

    Para que mais os antidepressivos são usados

    Apesar do nome, os antidepressivos não tratam só a depressão. Muitos têm outras indicações aprovadas ou são usados com base em evidências científicas para:

    • Transtornos de ansiedade, como ansiedade generalizada, pânico e fobia social;
    • Transtorno obsessivo-compulsivo;
    • Transtorno de estresse pós-traumático;
    • Dores crônicas, como dor neuropática e fibromialgia;
    • Prevenção de enxaqueca;
    • Apoio ao tratamento do tabagismo;
    • Insônia, em casos específicos e com doses diferentes das usadas na depressão.

    Por isso, encontrar um dos nomes de antidepressivo citados aqui na receita não significa, necessariamente, que a pessoa tenha depressão. O mesmo medicamento pode ter funções diferentes conforme a dose e o objetivo do tratamento.

    Que receita os antidepressivos exigem

    No Brasil, a maior parte dos antidepressivos faz parte da lista de substâncias sujeitas a controle especial definida pela Portaria 344, de 1998. Na prática, a venda exige uma receita de controle especial emitida em duas vias: Uma fica retida na farmácia e a outra volta com o paciente. O prazo de validade costuma ser de 30 dias contados da emissão.

    A regra vale para os nomes de remédio antidepressivo de referência, para os genéricos e para os similares. Quem pesquisa nome de remédios antidepressivos com a intenção de comprar sem receita não vai encontrar um caminho legal para isso, e esse controle tem razão de existir: A automedicação com essas substâncias pode esconder sintomas e atrasar o diagnóstico correto.

    Como ler o nome de antidepressivo na caixa

    Na embalagem, algumas informações ajudam a identificar exatamente o que está sendo usado:

    • Nome em destaque: Pode ser o comercial ou o genérico. Logo abaixo, em letras menores, vem o princípio ativo.
    • Concentração: Indica quantos miligramas de substância há em cada comprimido, cápsula ou gota.
    • Siglas no nome: Termos como XR, LP, SR ou CR indicam liberação controlada. O comprimido libera a substância aos poucos e, em geral, não deve ser partido nem mastigado.
    • Tarja: Antidepressivos costumam vir com tarja vermelha, e uma das vias da receita é retida no balcão.

    Quando o nome de remédio antidepressivo escrito pelo médico não bate com o da caixa, o primeiro passo é comparar o princípio ativo e a concentração. Na dúvida, o farmacêutico pode ajudar a conferir.

    O que procurar na bula

    Quem busca o nome de remédios antidepressivos na bula encontra sempre o princípio ativo logo no início, mesmo quando a caixa destaca a marca. Cada nome de remédio antidepressivo tem a sua bula, organizada em seções que ajudam a entender o tratamento:

    • Composição: Mostra a substância principal e os demais componentes, como corantes e lactose.
    • Indicações: Informa para quais condições o medicamento foi aprovado.
    • Contraindicações: Aponta situações em que ele não deve ser usado.
    • Interações medicamentosas: Indica remédios, alimentos e bebidas que podem alterar o efeito.
    • Reações adversas: Relaciona os efeitos colaterais, em geral separados pela frequência com que aparecem.

    A lista de reações costuma assustar mais do que deveria, porque reúne tudo o que foi observado nos estudos, inclusive efeitos raros. Qualquer sintoma novo deve ser relatado ao médico, em vez de motivar a suspensão do remédio por conta própria. Na bula, os nomes de antidepressivo aparecem acompanhados dessas orientações justamente para que o paciente saiba o que observar.

    Nome comercial, genérico e a troca na farmácia

    A Lei dos Genéricos, de 1999, permite que o farmacêutico troque um medicamento de referência pelo genérico correspondente, desde que o médico não tenha proibido a substituição na receita. Assim, o nome de remédio antidepressivo impresso na caixa pode ser diferente do que está na receita sem que a substância mude. Já a troca de um princípio ativo por outro, mesmo dentro do mesmo grupo, é sempre uma decisão médica.

    Duas pessoas podem tomar remédios com nomes de antidepressivo completamente diferentes e estar recebendo a mesma substância. Do mesmo modo, nomes parecidos podem esconder substâncias distintas. Na hora de comparar nomes de remédios antidepressivos, o que importa é o princípio ativo, e não a marca nem a cor da embalagem.

    Por que uma lista de nomes não substitui a consulta

    Conhecer os nomes de remédio antidepressivo é útil para entender a receita, fazer perguntas ao médico e reconhecer o que está na caixa. Mas saber o nome de remédios antidepressivos não indica qual deles é adequado para cada pessoa. A escolha depende de fatores como:

    • O tipo e a intensidade dos sintomas;
    • A presença de ansiedade, insônia ou dor associadas;
    • Outras doenças e remédios em uso;
    • Gravidez, amamentação e idade;
    • A resposta a tratamentos anteriores;
    • Os efeitos colaterais que a pessoa tolera melhor.

    Trocar informações sobre nomes de remédios antidepressivos com amigos pode até ajudar a perder o medo do tratamento, mas usar um antidepressivo indicado para outra pessoa, ainda que seja da família, pode trazer efeitos indesejados, interações perigosas e a falsa impressão de que o tratamento não funciona.

    Perguntas que vale levar à consulta

    Saber o nome de antidepressivos que você já usou ou que foram indicados ajuda muito o médico. Vale anotar algumas perguntas antes de entrar no consultório:

    • Qual é o princípio ativo e a que grupo ele pertence?
    • Por quanto tempo devo usar antes de avaliar o resultado?
    • Quais efeitos são esperados nas primeiras semanas?
    • Posso usar o genérico?
    • O que fazer se esquecer uma dose?
    • Como será a retirada quando chegar a hora de parar?

    Anotar os nomes de antidepressivo que já foram tentados, com a dosagem e por quanto tempo foram usados, também evita repetições e ajuda a planejar os próximos passos.

    O que fica de mais importante

    Os nomes de antidepressivo seguem uma lógica: Há o princípio ativo, que define a substância, e o nome comercial, que muda de um fabricante para outro. Os medicamentos se dividem em grupos com formas diferentes de agir, e cada um tem vantagens e cuidados próprios.

    Conhecer esses nomes de antidepressivos facilita o diálogo sobre o tratamento. Definir qual medicamento usar, em que dose e por quanto tempo cabe sempre ao psiquiatra, após avaliar cada caso. Se você tem dúvidas sobre o seu tratamento ou ainda não sabe se precisa de um, o caminho mais seguro é conversar com um especialista.

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