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    Cetamina
    Publicado em Por Dr. Ivan Barenboim (CRM/SP 155.444, RQE 53559)11 min

    O que é escetamina

    O que é escetamina

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    Questionário validado cientificamente

    9 perguntas
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    Quando a depressão não responde aos antidepressivos tradicionais, novas abordagens passam a fazer parte da conversa com o psiquiatra. A escetamina é uma delas. Saber o que é escetamina, como ela se relaciona com a cetamina e em que situações é indicada ajuda o paciente e a família a tomar decisões com mais segurança.

    O psiquiatra Dr. Ivan Barenboim, à frente da Clínica Ór, em São Paulo, acompanha pacientes com depressão resistente e orienta cada pessoa sobre os caminhos de tratamento disponíveis, sempre a partir de uma avaliação individual e com acompanhamento de perto.

    Importante: A escetamina é um medicamento de uso controlado e só pode ser usada com indicação médica, em serviço de saúde preparado e com monitoramento. Nenhum tratamento para depressão deve ser iniciado por conta própria.

    Escetamina, o que é: Origem e forma de ação

    Em termos simples, o que é escetamina? Trata-se de um fármaco obtido a partir da cetamina, anestésico presente nos hospitais há décadas. Pesquisadores isolaram uma das partes da molécula da cetamina e desenvolveram, a partir dela, um tratamento voltado para a depressão.

    Escetamina, o que é do ponto de vista do cérebro? É uma substância que bloqueia receptores chamados NMDA, ligados ao glutamato, substância que transmite a maior parte dos sinais entre as células do sistema nervoso. Esse bloqueio estimula os neurônios a criar e fortalecer ligações entre si. Esse fenômeno, conhecido como neuroplasticidade, costuma estar enfraquecido em quem tem depressão.

    Esse mecanismo é diferente do usado pelos antidepressivos comuns, que atuam sobretudo na serotonina e na noradrenalina e costumam demorar semanas até mostrar resultado. Com a escetamina, uma parcela dos pacientes percebe melhora já nas primeiras horas ou dias.

    Quem pesquisa o que é escetamina geralmente quer saber três coisas: Se ela funciona, se é segura e se é igual à cetamina. As próximas seções respondem a cada uma delas.

    Escetamina é o mesmo que cetamina?

    A dúvida mais comum é se a escetamina é o mesmo que cetamina. A resposta curta é: Não exatamente. A escetamina é uma parte da cetamina.

    A cetamina usada há décadas em hospitais é formada por duas moléculas que são o reflexo uma da outra, como a mão direita e a mão esquerda. Elas têm os mesmos átomos, mas em posições espelhadas. Os químicos chamam essas duas formas de S e R, e a mistura das duas em partes iguais recebe o nome de racêmica.

    A escetamina é apenas a forma S, separada da mistura. Por isso, dizer que a escetamina é o mesmo que cetamina não é totalmente correto: Ela vem da cetamina, age no mesmo receptor, mas é só uma das duas metades.

    A molécula em espelho: O que muda entre as duas

    Separar as duas formas não é um detalhe técnico sem importância. A forma S, que é a escetamina, se liga com mais força ao receptor NMDA do que a forma R. Por isso, ela consegue o efeito desejado em doses menores. Saber se a cetamina é o mesmo que escetamina passa por entender essa diferença de força.

    Na prática, isso explica algumas diferenças entre os dois medicamentos:

    • Forma de aplicação: Cada medicamento tem a sua, definida pela aprovação e pelo protocolo. A cetamina, no uso para depressão, costuma ser aplicada pela veia, em infusão lenta.
    • Aprovação: A escetamina recebeu registro da Anvisa com indicação para depressão. A cetamina é aprovada como anestésico, e o uso para depressão é feito de forma off-label, com base em estudos científicos e na indicação do psiquiatra.
    • Protocolo: Cada um tem frequência de sessões, tempo de observação e forma de acompanhamento próprios.

    Então, quando alguém pergunta se a cetamina é o mesmo que escetamina, a resposta precisa levar essas diferenças em conta. A semelhança está na origem, não no uso. As duas pertencem à mesma família, mas não são intercambiáveis sem orientação médica.

    Cloridrato de escetamina é o mesmo que cetamina?

    O nome cloridrato de escetamina aparece em bulas, embalagens e receitas e costuma gerar ainda mais confusão. Cloridrato é apenas a forma de sal em que a substância é preparada, o que permite que ela seja dissolvida e aplicada. Não muda a ação do medicamento.

    Então, o cloridrato de escetamina é o mesmo que cetamina? Não. O cloridrato de escetamina é a escetamina em forma de sal, ou seja, continua sendo apenas a forma S da molécula. A cetamina racêmica, por sua vez, também é preparada como cloridrato e contém as duas formas, S e R.

    No Brasil, o cloridrato de escetamina em ampola é usado há anos em anestesia, nos hospitais. A apresentação usada no tratamento da depressão é diferente, com dose, via e protocolo próprios. Por isso, ver o mesmo nome na embalagem não significa que o uso seja o mesmo. Quem se pergunta se o cloridrato de escetamina é o mesmo que cetamina normalmente encontrou esse nome em uma bula de anestésico.

    O que é escetamina no tratamento da depressão: Evidências científicas

    Para entender o que é escetamina na prática clínica, vale olhar para os estudos que levaram à aprovação do medicamento. Nos ensaios com adultos com depressão resistente, o grupo que usou escetamina junto com um antidepressivo oral teve redução dos sintomas maior do que o grupo que usou o antidepressivo com placebo.

    Outro estudo acompanhou pacientes que já tinham melhorado com a escetamina. Os que continuaram o tratamento de manutenção tiveram menos recaídas do que os que pararam. Esse resultado reforça que a escetamina não é um tratamento de uma sessão só: Ela faz parte de um plano com começo, meio e acompanhamento.

    Os estudos também mostram limites. Nem todos os pacientes respondem, e a melhora varia de pessoa para pessoa. Por isso, saber o que é escetamina inclui entender que ela é mais uma ferramenta para a depressão resistente, e não uma garantia de resultado.

    O que é escetamina e o que ela não é

    Algumas ideias erradas aparecem com frequência quando o assunto é escetamina:

    • Não é tratamento de primeira escolha: Ela é indicada depois que outros tratamentos não funcionaram, ou em situações graves com risco de suicídio.
    • Não é remédio de uso em casa: Toda aplicação acontece em serviço de saúde, com observação.
    • Não é igual à cetamina em tudo: Outro equívoco é achar que, se a escetamina é o mesmo que cetamina, tanto faz qual usar. Na dose, na via e no protocolo, as duas são diferentes, e não se pode concluir que a cetamina é o mesmo que escetamina na forma de uso.
    • Não é anestesia: Também não é verdade que o cloridrato de escetamina é o mesmo que cetamina só porque os dois aparecem em ampolas de anestésico. No tratamento da depressão, a dose e a forma de aplicação são outras, e a pessoa não fica inconsciente.

    Para quem a escetamina é indicada

    Saber o que é escetamina é só o começo. A pergunta seguinte é para quem ela serve. No Brasil, a escetamina é indicada para adultos em duas situações principais:

    • Depressão resistente ao tratamento: Quando dois ou mais antidepressivos, usados na dose e pelo período corretos, não trouxeram a melhora esperada. Nesse caso, a escetamina é usada junto com um antidepressivo oral.
    • Depressão grave com pensamentos ou comportamento suicida: Como parte do tratamento de curto prazo, para reduzir rapidamente os sintomas depressivos, sempre junto com outros cuidados e acompanhamento de perto.

    Em qualquer uma dessas situações, quem indica é o psiquiatra, após uma avaliação detalhada. Entram nessa análise a trajetória do paciente, as tentativas anteriores, outras doenças, a pressão arterial e o risco de cada paciente. Escetamina, o que é preciso para iniciar? Antes de tudo, essa avaliação e a prescrição médica, nunca a decisão por conta própria.

    Como funciona o tratamento com escetamina

    Parte de entender o que é escetamina é saber como o tratamento acontece na prática. A escetamina não é vendida para uso em casa. A aplicação acontece em serviço de saúde preparado, sob supervisão de um profissional, e segue sempre o mesmo roteiro:

    • Antes da sessão: A pressão arterial é medida, e a pessoa é orientada a não comer nas horas anteriores, para evitar náusea.
    • Durante a aplicação: O medicamento é aplicado no próprio serviço de saúde, com orientação e supervisão da equipe.
    • Depois da aplicação: A pessoa fica em observação por cerca de duas horas, com controle da pressão e dos efeitos, até estar bem para ir embora.
    • Volta para casa: Não é permitido dirigir no mesmo dia. É preciso ter um acompanhante ou usar transporte.

    No começo do tratamento, as sessões costumam ser duas vezes por semana durante quatro semanas. Depois, o intervalo aumenta para uma vez por semana e, em muitos casos, para uma vez a cada duas semanas, conforme a resposta de cada pessoa.

    Sensações durante e depois da sessão

    Os efeitos mais comuns aparecem logo depois da aplicação e passam em algumas horas:

    • Dissociação: Sensação de estar distante do próprio corpo ou do que está ao redor, como se estivesse sonhando acordado.
    • Tontura e vertigem.
    • Náusea.
    • Sonolência.
    • Aumento passageiro da pressão arterial.

    Por isso o monitoramento é parte essencial do tratamento. Esses efeitos são esperados, tendem a ficar mais leves com a repetição do tratamento e são acompanhados pela equipe durante todo o período de observação.

    Quem não deve usar escetamina

    Entender o que é escetamina também inclui saber quando ela não deve ser usada. A escetamina não é indicada para todo mundo. Algumas condições exigem avaliação cuidadosa ou impedem o uso, como:

    • Doenças dos vasos sanguíneos, como aneurisma;
    • Histórico recente de sangramento no cérebro;
    • Pressão alta sem controle;
    • Alguns problemas cardíacos;
    • Gravidez e amamentação;
    • Histórico de psicose, que precisa de avaliação especial.

    O uso de álcool e de outras substâncias também é avaliado, porque pode aumentar riscos e interferir na resposta. Essa lista não substitui a consulta: Só o médico, com o histórico completo em mãos, pode dizer se o tratamento é seguro para você.

    Escetamina ou cetamina: Como o psiquiatra decide

    Como a escetamina é uma parte da cetamina, muita gente imagina que uma sempre substitui a outra. Na prática, a escolha depende de vários fatores:

    • O quadro clínico: Gravidade dos sintomas, presença de pensamentos de suicídio e resposta a tratamentos anteriores.
    • A forma de aplicação: Cada tratamento tem via, tempo de sessão e tempo de observação próprios.
    • O protocolo: Frequência das sessões e duração do tratamento.
    • A saúde geral: Pressão arterial, doenças cardíacas e outras condições.
    • O acesso e o custo: Disponibilidade do tratamento e cobertura de cada caso.

    Os dois tratamentos têm estudos que mostram melhora em pessoas com depressão resistente. A diferença está no modo de uso e na trajetória de cada paciente. Por isso, a questão que realmente importa não é se a cetamina é o mesmo que escetamina, e sim qual dos caminhos faz sentido para o seu caso.

    O que é escetamina para quem convive com a depressão

    Quando alguém da família recebe a indicação de um tratamento novo, é comum que todos em casa comecem a pesquisar. Entender o que é escetamina ajuda os familiares a apoiar sem criar expectativas irreais e sem alimentar medos que não têm fundamento.

    Algumas atitudes fazem diferença durante o tratamento:

    • Estar presente nos dias de sessão: Como a pessoa não pode dirigir depois da aplicação, ter alguém de confiança por perto traz segurança e tranquilidade.
    • Observar as mudanças do dia a dia: Variações no humor, no sono, no apetite e na disposição ajudam o psiquiatra a avaliar a resposta, e devem ser relatadas nas consultas.
    • Evitar comparações: Cada pessoa responde de um jeito e em um tempo próprio. A melhora de um conhecido não serve de régua para quem está em tratamento.
    • Filtrar o que se lê na internet: Circulam por aí afirmações de que a cetamina é o mesmo que escetamina usada como droga, ou de que o cloridrato de escetamina é o mesmo que cetamina das notícias policiais. Essas confusões só aumentam o estigma.

    Dizer que a escetamina é o mesmo que cetamina de uso recreativo ignora tudo o que diferencia um tratamento médico de um uso sem controle: Indicação, dose calculada, local preparado e monitoramento do começo ao fim.

    Para a família, a dúvida "escetamina, o que é e como posso ajudar?" tem uma resposta prática: Buscar informação de qualidade, acompanhar de perto e manter o diálogo aberto com a equipe que conduz o tratamento.

    Escetamina, o que é para o seu caso? Fale com um especialista

    Entender o que é escetamina, como ela age e no que se diferencia da cetamina é importante. Mas a decisão sobre qual tratamento faz sentido só acontece depois de uma avaliação individual.

    Na Clínica Ór, cada caso é avaliado pelo Dr. Ivan Barenboim sem pressa: Ele revisa os tratamentos que já foram feitos e explica, de forma clara, quais caminhos existem para a depressão que não melhorou. A clínica trabalha com cetamina e com estimulação magnética transcraniana para depressão resistente, sempre com acompanhamento de perto.

    Agende sua avaliação

    Se a depressão continua presente mesmo depois de outras tentativas, marque uma avaliação. Saber o que é escetamina e conhecer as alternativas abre a conversa. Contar com quem domina esses tratamentos transforma essa conversa em um plano.

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