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Atividade física e depressão: qual é a relação?

3 Min de Leitura
Mulher fazendo alongamento

Qual é a relação entre atividade física e depressão? A primeira é capaz de melhorar os sintomas da segunda? Recentemente, um estudo descobriu que sim. De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Vrije, na Holanda, correr pode ser tão eficaz quanto tomar antidepressivos. 

A seguir, este conteúdo aborda o que é depressão, como tratá-la, qual é a relação com a atividade física e como o exercício pode melhorar os sintomas. Siga a leitura para entender.

Relação entre atividade física e depressão

A depressão é um transtorno mental caracterizado pela persistente tristeza, desinteresse ou prazer em atividades, assim como uma variedade de sintomas físicos e cognitivos. Geralmente, o tratamento envolve a combinação de psicoterapia, antidepressivos e, em alguns casos, abordagens terapêuticas alternativas

No entanto, a atividade física regular demonstra ser muito benéfica para a saúde mental, tendo uma relação positiva com a prevenção e o tratamento da depressão. A prática regular de exercícios físicos está associada à redução do risco de desenvolver o transtorno, por exemplo. 

Outra relação entre atividade física e saúde mental está no manejo dos sintomas em pessoas que já foram diagnosticadas com o transtorno. Dois efeitos benéficos são a liberação de neurotransmissores, como endorfinas, e o aumento da produção de neurotrofinas, moléculas responsáveis pela regeneração de sinapses neuronais. A seguir, veja mais detalhes sobre atividade física e depressão.

Correr gera os mesmos efeitos que antidepressivos

Um estudo da Universidade de Vrije, na Holanda, publicado no Journal of Affective Disorders, sugere que correr pode ser tão eficaz quanto remédios para depressão na promoção do equilíbrio mental. 

O trabalho comparou os efeitos dos medicamentos com a atividade física no combate à depressão e à ansiedade ao longo de 16 semanas. Durante o período, observou-se que os benefícios foram semelhantes, independentemente dos pacientes estarem tomando medicamentos ou participando de sessões de corrida. 

Ao total, 141 voluntários apresentaram melhora dos sintomas. A conclusão da pesquisa sobre atividade física e depressão foi que tanto a abordagem medicamentosa quanto a corrida são importantes no cuidado do transtorno. 

Nem todos os pacientes respondem bem ao tratamento convencional, com medicamentos, ou não estão dispostos a realizá-lo. Por isso, é importante ampliar as opções, incluindo a corrida, que é eficaz, mas não substitui a importância do método com antidepressivos. 

Atividades físicas que melhoram a depressão

Agora, quais atividades físicas melhoram a depressão? Além da corrida, diversos exercícios físicos demonstram os benefícios da atividade física para a saúde mental. Em geral, as práticas aeróbicas, como corrida, ciclismo, natação e caminhada rápida, produzem efeito antidepressivo comprovado.

Ao avaliar a relação entre depressão e atividade física, deve-se levar em consideração as preferências e a condição física de cada pessoa. Recomenda-se que qualquer programa de exercícios seja discutido com um profissional de saúde, especialmente em casos graves, para garantir uma abordagem segura e adequada.

Como uma pessoa em depressão pode manter uma rotina de atividades?

Tratar a depressão sem remédios, praticando uma atividade que melhora a saúde de maneira geral, parece uma ideia fantástica. No entanto, poucas pessoas com quadro depressivo de moderado a grave conseguem iniciar e manter uma rotina regular de exercícios para obter esse resultado. Muitas vezes, os pacientes não conseguem dar conta de tarefas básicas de autocuidado ou trabalho. 

Por isso, na prática, a atividade física aeróbica deve ser usada como tratamento para depressão leve e, principalmente, para prevenção a recaídas. Então, após a melhora proporcionada, é muito importante que o paciente passe a priorizar a saúde mental para evitar novos episódios. Nesse sentido, o comprometimento com uma rotina regular de exercícios é uma das principais medidas a serem tomadas. 

Tratamentos para depressão: conheça a Clínica Ór

Na grande maioria das vezes, a prática de atividade física não substitui os tratamentos médicos convencionais para a depressão. Qualquer pessoa que esteja enfrentando sintomas depressivos deve buscar orientação profissional para obter um diagnóstico adequado e um plano apropriado.

Em alguns casos, são indicadas abordagens terapêuticas inovadoras, como a estimulação magnética transcraniana ou o uso de cetamina, especialmente para pacientes que não encontraram melhora do quadro depressivo com o uso de medicamentos tradicionais. A Clínica Ór é especialista nessas técnicas. Acesse e conheça.

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Clínica Ór Psiquiatria
Clínica Ór Psiquiatria

Clínica dedicada ao cuidado e tratamento de saúde mental. Oferecemos uma abordagem abrangente e personalizada para cada paciente.

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